Os crimes de pedofilia e as graves conseqüências que eles vêm provocando na sociedade brasileira,levou autoridades a promover uma audiência para debater políticas públicas de proteção às crianças e adolescentes contra o abuso sexual e o uso de drogas.
Um projeto de lei que está pronto para entrar na pauta de votação do Senado determina que todas as embaixadas estrangeiras em solo nacional exijam a ficha criminal dos cidadãos de seus respectivos países, quando em viagem ao Brasil, como forma de reduzir os crimes de exploração sexual. A medida também será aplicada na renovação de vistos de estrangeiros.
Além desse projeto, o presidente Lula vai sancionar a “difusão vermelha” que permitirá conseguir mandados para a prisão de pedófilos estrangeiros cujas ações – dentro ou fora do Brasil – tenham atingido diretamente o país. Também se busca a extinção da condição de réu primário para os pedófilos e, igualmente, a agravação da pena desse tipo de criminoso caso ele possua curso superior.
“A pedofilia – no Brasil – é empresária, vive em condomínio de luxo, tem mandato, reza missa e ministra cultos, entre outras coisas”, alertou Magno Malta, procurando mostrar que seus agentes estão infiltrados em todas as camadas da sociedade brasileira. Ele prometeu à família do menor cuiabano Kaytto – seviciado e morto por um maníaco – que uma das leis a serem aprovadas pelo Senado levará o nome dele, como uma homenagem “post mortem”.
Para o presidente da AL, deputado José Riva (PP), apesar de extremamente alarmante, a situação é apenas a ponta de um grande iceberg. Como exemplo, observou que apenas cerca de 10 por cento dos casos de pedofilia em família chegam ao conhecimento das autoridades.
“É lamentável os índices de esfacelamento dos princípios da família em muitos casos e a facilidade de acesso integral de menores à Internet favorece a prática da pedofilia”, alertou Riva. Na ocasião, ele apresentou mostra da campanha publicitária a ser desenvolvida pela Assembléia relacionada a esse tipo de crime.
Emocionado com o resultado da Audiência pública, o pai do menino Kaytto, contador Jorgemar Luís Silva Pinto, pediu fim da redução da pena e manutenção em regime fechado para pedófilos. “Como ação de família, os pais devem confiar em pessoas desconfiando. Eu apenas confiei e aconteceu essa tragédia com meu filho”, lamentou.
quarta-feira, 20 de maio de 2009
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